Pacto Nacional do Ensino Médio - Eu participo

      Estou fazendo parte de um grupo de professores da minha Escola das discussões em relação ao Ensino Médio que queremos e temos.
      É importante refletir sob os aspectos que podem e interferem na qualidade da educação no Ensino Médio, professores, pedagogos , diretores trazem em debate muitos aspectos relevantes da situação do ensino público no Brasil e na nossa própria escola.  As escolas públicas de EM estão debatendo o ensino médio e seus novos horizontes.
     Vamos ao pequeno trecho do módulo (etapa I - Caderno I).


Desafios para o ensino médio Considerando que o Ensino Médio compreende aquele período após o término da educação básica e anterior ao Ensino superior, é possível levantar algumas questões e desafios para esta etapa da educação no Brasil. Por exemplo, o problema da evasão escolar. Este fato parece muito provavelmente estar associado com as questões de desenvolvimento econômico e político brasileiro. Na péssima distribuição de renda, levando jovens da classe trabalhadora a abandonar a escola para ingressar no mercado de trabalho, aumentando assim o poder de aquisição da família.
Por outro lado, o Brasil apresenta na sua tradição histórica uma desvalorização da Educação, que se manifesta através da cultura de seu povo, pois não é costume da nação priorizar o conhecimento pelo conhecimento.      Valorizar o desenvolvimento de uma consciência autônoma em prol do desenvolvimento do ser. O que se percebe é um processo de barganha, o jovem pode até ingressar e se manter nos estudos, porém, na maioria das vezes, espera obter algum “prêmio” em troca, ser reconhecido pelo modernismo capitalista e consumista. Os números de estudantes entre 15 e 17 anos matriculados no ensino médio são baixos e desanimadores. Dentre alguns fatores que  desestimulam os adolescentes a se matricularem no Ensino Médio estão o alto índice de reprovação devido à falta de estruturas nas escolas de Ensino Fundamental, aliada a entrada tardia no Ensino Regular. Fato que corrobora com um índice importante de desistência e continuidade dos jovens nos seus estudos. E, quando estão matriculados, os estudantes por estarem fora da faixa etária do Ensino Médio, sofrem com o “bulling”, fortalecendo ainda mais o abandono dos estudos. Importante acrescentar neste contexto, a falta de oferta do ensino médio próxima às residências dos alunos (as) em horários alternativos o que vem limitando o acesso dos mesmos.E sendo o Ensino Médio um direito público e social de cada cidadão (ã) brasileiro (a) e que deve ser ofertado de forma gratuita e igualitária, o mesmo deve ser ofertado e desenvolvido priorizando a qualidade em todos os seus aspectos. E, neste quesito, cabe aos docentes não focar os conteúdos para o acesso ao ensino superior e muito menos para ingressar ao mercado de trabalho, mas sim a formação humana na sua totalidade econômica, social, histórica, política e cultural das ciências, das letras e das artes.
 A história da educação no Brasil, especificamente o Ensino Médio, na década de 90, já apresentava as mazelas do ensino que não educa e sim cria profissionais para o mercado. A disposição da grade curricular objetivava formar ou preparar estudantes para o vestibular, tendo como foco principal a faculdade, onde muitos acabavam desistindo ou não concluindo. 

     Colaboração dos professores do Colégio Estadual Dona Branca do Nascimento Miranda.

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